
A CRISE
Estamos vivendo um momento marcante da história mundial, um momento em que o nosso sistema, o nosso modo de produção entra em colapso, o mercado financeiro flutuante, os investidores em pânico, pois o estado de saúde de algum presidente de uma grande companhia pode fazer a bolsa cair, como algum escândalo político de uma grande economia, tudo é instável. Esse é o fenômeno já previsto por Karl Marx no século XIX, o capital especulativo tornando as finanças fictícias, a concentração do capital em poder de um pequeno grupo de grandes conglomerados empresariais, como os bancos por exemplo, a especulação, ganhar dinheiro comprando papéis, esperando valorizar e vendendo mais caro. Como bem disse o economista Celso Furtado “é inadmissível que os lucros dessas grandes empresas sejam privatizados e os seus prejuízos invariavelmente socializados”(citado pelo presidente Lula no discurso de abertura da conferência da ONU este ano) ou seja quando está tudo bem, quando há quebras trimestrais de recordes de lucros das grandes instituições financeiras, quase não se fala, agora, quando quebram o prejuízo é de todos e todos devem “socorrer”. O grande causador da crise os Estados Unidos da América, conseguiram desestruturar o mundo globalizado, e esse é o grande problema, o prejuízo deles deve ser pago pelo resto do mundo, o que é no mínimo cômico, se não fosse trágico.
O grande fato histórico a que me referia no início, não é nem a crise propriamente dita, é sim uma mudança de valores da mentalidade americana, que aproveita o ensejo de instabilidade e insegurança para tentar uma mudança. Um país racista e etnocentrista, religiosamente intolerante, eleger um negro muçulmano para seu presidente, é no mínimo curioso.
Isso mostra a vontade de mudança devido ao quão fracassado foi o atual governo, que esvaiu as reservas do país na indústria da guerra, com uma política desastrosa e desatenta ao comportamento do mercado interno e mundial.
Então vale que os países emergentes como o Brasil, e o resto do mundo acredite que esse pode ser um bom governo, se assim o for, servirá para que o mundo reveja as particularidades do modo de produção capitalista e insira novas regras que permitam a sobrevivência de todos.Todas as fichas estão apostadas nesse novo homem mais poderoso do mundo, bom lembrar o termo globalizado para falar de mundo e torcer para que ele tenha essa consciência e a responsabilidade que sua cadeira exige. Quem sabe um dia poderemos ter um capitalismo não tão selvagem assim.
Por Clayton F.L.
Algumas teorias sobre a atual crise diz que está crise foi proposital...devido ao crescimento de outras potências...sinceramente eu concordo...pois dos estadunidenses espera-se tudo!
ResponderExcluirhttp://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=3123
este link mostra uma realidade atual.
Somente agora consegui ler na integra o seu texto Clayton. Muito bom, e tbm muito sensata a citação de Celso Furtado. Parabéns!
ResponderExcluirSobre a retomada de Karl Marx diante da crise, é interessante ler a entrevista do historiador Eric Hobsbawm concedida a Agência Carta Maior. Segue o link abaixo:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15253
não temos que nos apegar aos "personagens" das respectivas ciências....e Srs. falta trabalhar nesse blog meia boca heim?!!!!
ResponderExcluirCaro Sr. Anônimo, proponho que trabalhe um pouco melhor sua crítica, já que se julga um ser tão intelectualizado e superior a ponto de julgar um blog que tem por único objetivo ser um espaço onde as pessoas podem expor suas opniões e dialogar sobre assuntos de interrese geral,sem buscar qualquer sofisticação ou ter a pretensão de parecer "cult", o q é tão importante para alguns.
ResponderExcluirEspero, sinceramente, Sr. Anônimo que perceba que no fundo, o seu comentário é que esta "meia boca"
ResponderExcluirÉé sr. anônimo confesso que ia ser mais, digamos, cortês, com vossa senhoria, mas pensando bem, a Paula foi perfeita respondendo seu comentário, pois afinal, o que será que está realmente "meia boca"? Aceitamos críticas, mas elas devem ser fundamentadas meu caro, e vossa senhoria deveria saber disso...
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